Brasileiro é a maior vítima de virus que roubam senhas Pesquisadores dizem que somos o maior número de vítimas de golpes via internet, do planeta.

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Segundo os estudos realizados durante um ano, numa parceria entre o Google e a Universidade da Califórnia, foram roubados 3,3 bilhões de senhas. Os pesquisadores identificaram como e quantas contas de e-mail “são roubadas” por criminosos virtuais. A pesquisa feita entre março de 2016 e março de 2017, foi apresentada durante a conferência Computer and Communications Security (CCS) e revela que ataques do tipo phishing estão entre os golpes mais utilizados.

Uma das surpresas é o fato de os brasileiros serem mais vulneráveis ao ataque de vírus, por não tomarem cuidado ao navegar na internet pelo o celular ou no computador.

Mensagens de Whatsapp, e outros aplicativos de comunicação ajudam a espalhar os vírus rapidamente com falsas promoções que atraem as vítimas. Após clicar nas mensagens ou sites falsos, os vírus se instalam nos equipamentos e os dados do usuário são enviados para os ladrões, que acessam as contas e senhas provocando prejuízos.

No mundo, cerca de 15% dos internautas afirmam já terem sido vítimas de quadrilhas virtuais. Ao todo, 12 milhões de contas foram roubadas por ataques de phishing, enquanto 788 mil foram sequestradas com keyloggers, um novo tipo de software que grava o que for digitado pelo usuário. O estudo encontrou mais de 25 mil tipos de capturas ilegais de dados.

A violação em serviços de terceiros, via e-mail, também foi identificada como um problema. Se a pessoa usar as credenciais do Gmail para se cadastrar em um aplicativo e, de alguma maneira, o aplicativo tiver seus dados violados, a conta do Google também pode ser comprometida.

Ao todo foram descobertas 3,3 bilhões de contas vazadas, sendo que 12% utilizavam o endereço Gmail como nome de usuário e 7% reutilizavam a senha para se cadastrar.

A pesquisa também mostrou que esses métodos de ataque estão ficando cada vez mais sofisticados: 82% das técnicas utilizadas para phishing e 74% dos aplicativos keylogger já são capazes de gravar o endereço IP e a localização da máquina. Até mesmo informações sobre o tipo de celular e o número de telefone são identificados e 18% das aplicações são capazes de gravar estes dados.

Para diminuir a “infecção”, o Google alerta para não clicar em links desconhecidos, mesmo os enviados por amigos e não baixar programas de fontes duvidosas, além de manter antivírus atualizados.

Com in formações da TechTudo

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