Brasil tem maior taxa de desemprego da história

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O Brasil registrou a maior taxa de desemprego da história com 14,2% no trimestre encerrado em jjaneiro. Quase a metade da população em idade de trabalhar está desempregada. Apenas 48,7% estavam ocupadas no período.

Segundo divulgou nesta quarta-feira (31), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas desempregadas atingiu o patamar recorde de 14,3 milhões, contra 11,9 milhões há 1 ano.

Até então, o maior contingente de brasileiros desocupados da série histórica, iniciada em 2012, tinha sido o registrado no trimestre encerrado em março de 2017 com 14,1 milhões de desempregados.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em dezembro, a taxa de desemprego estava em 13,9%, com 13,9 milhões de desempregados.

Taxa de desemprego ficou em 14,2%, maior taxa para um trimestre encerrado em janeiro. O número de desempregados foi recorde, de 14,3 milhões. O número de ocupados cresceu 2% e chegou a 86 milhões. Das pessoas em idade de trabalhar, só 48,7% estavam ocupadas. Ataxa de informalidade subiu para 39,7% da população ocupada. Falta trabalho para 32,4 milhões de brasileiros (trabalhadores subutilizados)
5,9 milhões desistiram de procurar uma oportunidade.

Na comparação com o trimestre anterior, de agosto a outubro de 2020 (14,3%), o IBGE considerou que a taxa de desemprego ficou estatisticamente estável. Já em relação ao mesmo trimestre móvel de 2020 (11,2%), a alta foi de 3 pontos percentuais.

A maior taxa de desemprego até então, para o período de novembro a janeiro, na série iniciada em 2012, tinha sido a de 2017 (12,6%).

O IBGE considera como desempregado apenas os trabalhadores que efetivamente procuraram emprego nos últimos 30 dias anteriores à realização da pesquisa.

Já o contingente de pessoas ocupadas aumentou 2% e chegou a 86 milhões. Isso representa 1,7 milhão de pessoas a mais no mercado de trabalho em relação ao trimestre encerrado em outubro.

A população ocupada, no entanto, ficou 8,6% abaixo da registrada há 1 ano (8,1 milhões de pessoas a menos).

Já o nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 48,7%. Ou seja, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada no país.

“Apesar de perder força em relação ao crescimento observado no trimestre encerrado em outubro, a expansão de 2% na população ocupada é a maior para um trimestre encerrado em janeiro. Esse crescimento ainda tem influência do fim de ano, já que novembro e dezembro foram meses de crescimentos importantes”, afirmou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.
8,1 milhões a menos de ocupados na comparação anual — Foto: Economia G1

Trabalho informal x formal
Segundo o IBGE, a maior parte do aumento na ocupação veio do trabalho informal, com os seguintes destaques:

O número de empregados sem carteira assinada subiu 3,6% em relação ao trimestre anterior, o que representa um aumento de 339 mil pessoas;
contingente de trabalhadores por conta própria sem CNPJ aumentou em 4,8% no mesmo período, totalizando 826 mil pessoas a mais;
Trabalhadores domésticos sem carteira somaram 3,6 milhões de pessoas, com crescimento de 5,2% frente ao trimestre anterior.
Já número de empregados com carteira de trabalho assinada somou 29,8 milhões de pessoas, com estabilidade frente ao trimestre anterior e queda de 11,6% frente ao mesmo período de 2020. Em 1 anos, são 3,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada a menos no setor privado, segundo o IBGE.

A taxa de informalidade ficou em 39,7% da população ocupada, reunindo um total de 34,1 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 38,8% e no mesmo trimestre de 2020, 40,7%.

O número de subutilizados chegou a 32,4 milhões, ficando estatisticamente estável frente ao trimestre anterior, mas com alta de 22,7% (mais 6 milhões de pessoas) em relação a igual trimestre de 2020. Dentre eles, 5,9 milhões desistiram de procurar uma oportunidade no mercado de trabalho, os chamados desalentados.

O contingente classificado pelo IBGE como trabalhadores subutilizados reúne, além dos desempregados, os desalentados, aqueles que estão subocupados (trabalham menos de 40 horas semanais), e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos.

A taxa de subutilização ficou em 29%, contra 29,5% no trimestre de agosto a outubro de 2020 e de 23,2% no mesmo trimestre de 2020.

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