Bolsonaro volta a desqualificar vacina contra covid-19

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O presidente da República, Jair Bolsonaro voltou a desqualificar a vacina que o próprio Governo Federal está distribuindo aos estados e municípios, depois de requisitar as doses do Butantã.

Nesta sexta-feira (22) Bolsonaro disse aos jornalistas na porta do Palácio da Alvorada, que a vacinação não será obrigatória. “não há nada comprovado cientificamente sobre essa vacina aí”.

A CoronaVac teve uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e depois das trapalhadas do governo, é a única vacina que está, até o momento, sendo aplicada no Brasil além de a quantidade não cobrir mais que 37% dos profissionais de saúde que estão no enfrentamento direto a covid-19 nós hospitais.

A aprovação da Anvisa significa que a vacina tem a eficácia e a segurança necessárias para ser aplicada emergencialmente. Bolsonaro sabe, mas se nega a aceitar a eficäcia da vacina trazida para o Brasil com esforço do governador de São Paulo, João Dória.

A declaração à imprensa ocorreu na saída do Palácio do Alvorada, após meses sem dar declarações a jornalistas em frente à residência oficial.

A uma repórter, Bolsonaro ameaçou encerrar a entrevista após ser perguntado se continuava acreditando que apenas 50% da população brasileira iria se vacinar. Ele afirmou isso a apoiadores no início do ano, dizendo que a pesquisa foi feita por ele mesmo, na praia, nas ruas e nos locais que vinha frequentando.

Antes de dar a entrevista, o presidente tomou café da manhã oferecido a ruralistas. Bolsonaro não deu detalhes do encontro, mas disse trabalhar agronegócio com apoio do Legislativo. “Nós podemos nos privar de muita coisa, mas de alimentação, não”, disse.

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