Bolsonaro tem boas opções para Relações Exteriores, mas foi criticado por “posicionamento antecipado” Críticas surgiram por falas sobre Cuba, Venezuela e mudança de embaixada em Israel

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Parlamentares da Frente de relações exteriores da Câmara dos Deputados e do Senado não gostaram das declarações do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro sobre política externa. As críticas vieram, na maioria, de deputados do PSDB.

Para os parlamentares não se pode falar em mudar radicalmente a política externa do Brasil em relação a países como a Venezuela e Cuba. Bolsonaro perguntou em uma entrevista se é possível manter relações diplomáticas com ditaduras de esquerda.

Outra crítica, vinda do atual Congresso, foi sobre a possibilidade de mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. O senador Ricardo Ferraço disse que Bolsonaro foi precipitado em suas declarações de mudança do endereço da embaixada.

Se parlamentares desta legislatura atual estão criticando os posicionamentos em relação à política externa que o novo presidente quer implantar, é porque ele está no caminho certo.

O Brasil erra constantemente com nomes fracos e posicionamentos equivocados em relação aos países com os quais mantém relações diplomáticas e comerciais. Um Brasil forte depende de políticas fortes e relações comerciais claras.

Não é possível, por exemplo, um país calado diante das atrocidades cometidas pelo presidente vizinho, Nicolás Maduro que empurra sua população faminta e amedrontada para Roraima, causando convulsão social no estado do norte do Brasil. Uma coisa é certa, Jair Bolsonaro precisa encontrar um nome certo para conduzir o Ministério das Relações Exteriores.

Entre os nomes que Bolsonaro possui para implantar uma política de  relações exteriores, alinhada com seus desejos de mudança, estão postos nomes como o do deputado eleito em 33° lugar por São Paulo, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, membro da família imperial brasileira, empresário vindo  do mercado financeiro, que chegou a ter seu nome indicado para compor a chapa presidencial ao lado de Bolsonaro,  e o general Paulo Chagas, 4° melhor votado para governador do Distrito  Federal e que ao lado  do general Heleno, futuro ministro da Defesa, comandou a campanha em Brasília, do presidente eleito. No DF, Bolsonaro obteve uma das melhores votações no País com 69,99% de votos.

O general Paulo Chagas é homem de estratégia e considerado um diplomata nato e posicionamento firme. Chagas defende a economia liberal e tem vasta experiência no exercício diplomático, com visão global idêntica ao que pensa Bolsonaro, além de ser discreto e ter perfil comedido.

Segundo o ministério da Defesa, as políticas externa e de defesa são complementares e indissociáveis. A manutenção da estabilidade regional e a construção de um ambiente internacional mais cooperativo, de grande interesse para o Brasil, serão favorecidas pela ação conjunta do Ministério da Defesa e do Ministério das Relações Exteriores, que devem aproximar suas áreas de inteligência e planejamento.

O xadrez da montagem ministerial de Bolsonaro é tão importante para o futuro do país, quanto foram as eleições gerais. A escolha dos nomes adequados estão em ritmo acelerado e Bolsonaro saberá,  no momento exato, anunciar os escolhidos para cada pasta, conforme suas competências e afinidades com as políticas propostas por ele.

 

 

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