Bolsonaro reconduz Marun ao conselho milionário de Itaipú, além do delatado pela Odebrecht José Carlos Aleluia Salários por um reunião mensal é de quase R$ 30 mil

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O presidente Jair Bolsonaro nomeou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, para o conselho de Itaipu Binacional, a hidrelétrica e reconduziu aos cargos de conselheiros, entre outros, Carlos Marun, ex-ministro de Michel Temer, e o ex-deputado e delatado da Odebrecht José Carlos Aleluia (DEM-BA).

Os salários por um reunião mensal é de quase R$ 30 mil, pela última publicação do conselho.

As nomeações foram publicadas em edição extra desta sexta-feira (15) do “Diário Oficial da União” e assinadas por Bolsonaro e o próprio ministro de Minas e Energia.

Além de Marun e Aleluia, também foram reconduzidos aos cargos de conselheiros Célio Faria Júnior e Wilson Pinto Ferreira Junior, e ficam até maio de 2024.

As nomeações estão ligadas aos partidos do chamado Centrão, deputados federais que Bolsonaro tem articulado uma aproximação com o grupo.

O Centrão é conhecido pelo envolvimento em crimes de corrupção. Os votos desse bloco podem corresponder até à metade dos 513 parlamentares e serem decisivos na aprovação ou rejeição de uma matéria.

Assim como em outras gestões, as negociações de Bolsonaro com o Centrão envolvem a distribuição de cargos aos partidos, que terão o direito de indicar aliados para as vagas.

Carlos Marun
Carlos Marun foi ministro-chefe da Secretaria de Governo do ex-presidente Michel Temer. Ele foi indicado ao cargo de conselheiro em Itaupu por Temer, mas afastado em março de 2019.

À época, Marun teve a nomeação questionada por uma ação popular e pelo Ministério Público Federal junto à 6ª Vara Federal de Curitiba. Em primeira instância, o pedido foi negado. Na apelação à segunda instância, o relator do processo, desembargador federal Rogério Favreto, suspendeu o ato de nomeação em liminar. No julgamento de mérito pela 3ª Turma do TRF-4, a decisão foi revertida.

Marun foi o deputado que dançou após a Câmara dos Deputados impedir o prosseguimento de denúncias contra Temer.

Em 2017, o nome do deputado federal José Carlos Aleluia surgiu na deleção da Odebrecht. Ele foi acusado de receber R$ 300 mil, via caixa 2, nas eleições de 2010, além de doação legal de R$ 280 mil nas eleições de 2014, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato à época no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com informações da agência Estado.

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