BNDES financiou laboratórios dos lobbys de Bolsonaro com países exportadores de hidroxicloroquina

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) financiou empresas que ganharam o lobby do presidente Jair Bolsonaro junto aos países exportadores de hidroxicloroquina.

Um telegrama diplomático confirmou a gestão pessoal do presidente Jair Bolsonaro para liberação de matéria-prima para produção do medicamento comprovadamente ineficaz contra a Covid-19. Bolsonaro é o maior incentivador da utilização errada da hidroxicloroquina contra a doença, do planeta.

A CPI da Covid deve investigar se o BNDES financiou a importação de cloroquina para o uso condenado por exaustivas pesquisas feitas pela ciência mundial.

A suspeita é de que o financiamento do BNDES aos laboratórios EMS e Apsen tenham tido relação com a produção da hidroxicloroquina.

A Apsen do empresário bolsonarista Renato Spallicci, no primeiro semestre do ano passado, teve o aval do banco que autorizou a liberação de mais de R$ 153 milhões para a empresa investir em inovação e ampliação da capacidade produtiva de sua fábrica em São Paulo.

No mesmo período, a Apsen comprou da Índia toneladas de matéria-prima para a fabricação de hidroxicloroquina.

Telegramas diplomáticos encaminhados à comissão confirmaram que Jair Bolsonaro atuou pessoalmente junto ao premiê indiano, Narendra Modi, para a liberação da carga.

Do total aprovado pelo BNDES, mais de R$ 62 milhões já foram efetivamente liberados. A CPI precisa saber se esses recursos não foram usados na compra do sulfato de hidroxicloroquina.

A EMS também obteve na mesma data dois empréstimos do BNDES no valor total de R$ 129 milhões, dos quais R$ 104 milhões já foram desembolsados.

As justificativas para os empréstimos com dinheiro público são justificadas para implantação e ampliação de linha de produção em Hortolândia. A EMS é de Carlos Sanchez, que se aproximou do governo Bolsonaro.

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