Banco Itaú deu R$ 4 milhões em propina para Dilma, diz Palocci em delação Dinheiro para campanha foi em troca de aprovação de fusão com Unibanco

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Em sua delação premiada, Antonio Palocci contou detalhes de suposta articulação para permitir a fusão dos bancos Itaú e Unibanco, envolveu Pedro Moreira Salles no caso e disse que, em contrapartida, a instituição financeira doou R$ 4 milhões para a campanha de Dilma Rousseff em 2010.

Então deputado federal, ele contou que teria sido procurado em 2008 por Pedro Moreira Salles para ajudar na fusão. Como relator do projeto de lei que transferia do Banco Central para o CADE a competência sobre esse tipo de operação, Palocci deveria “sentar em cima do projeto”.

E foi o que ele fez, segundo disse à Polícia Federal. O hoje delator contou também que Moreira Salles teve o apoio de Henrique Meirelles, então presidente do BC, e Alexandre Tombini, diretor.

Segundo Palocci, Tombini chegou a ir até sua casa para entregar-lhe uma grande documentação contrária à transferência à passagem do controle do BC para o CADE, “o que destoava da própria posição do Banco Central sobre o assunto”.

Em 18 de fevereiro de 2009, o BC aprovou a fusão entre os dois bancos – concentrando mais de 30% do mercado.

Palocci contou ainda que, durante a campanha de 2010, teria recebido uma ligação do então diretor financeiro do Itaú-Unibanco, dizendo: “Vocês não estão precisando de dinheiro para a campanha? Estou aqui com o seu dinheiro e vocês não querem, pô.”

Ainda segundo o “italiano”, o tesoureiro José De Filippi foi designado para cuidar do repasse de R$ 4 milhões para a campanha de Dilma.

O ex-ministro garantiu à PF que, na conversa com o diretor do banco, “ficou claro que a doação era um agradecimento pela ajuda que o governo deu para que a fusão fosse aprovada pelo Banco Central”.

Com informações Oantagonista.

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