BACULEJO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO: MINISTRO DE TEMER É AFASTADO Bolsonaro já avisou que vai fechar o ministério quando assumir presidência

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PF dá batida no ministério do Trabalho

O ministro substituto do ministério do Trabalho, Ricardo Santos Silva Leite, foi suspenso do cargo e impedido de entrar no ministério ou entrar em contato com outros investigados ou servidores do ministério. Na manhã desta quinta-feira (13), a Polícia Federal (PF) deflagrou a quinta fase da Operação Registro Espúrio, que investiga fraudes em registros sindicais.

Segundo as investigações, autorizações irregulares de restituição de imposto sindical desviaram recursos que podem ultrapassar os R$12 milhões da Conta Especial Emprego e Salário (CEES), onde são depositadas restituições de imposto.

Foram 14 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, Anápolis, Goiânia e Londrina.

Leite é o ministro interino do Trabalho desde o dia 5, durante ausência do titular da pasta, Caio Vieira de Mello.

Entre os alvos da fase da operação da PF estão ex-funcionários do ministério, advogados, um funcionário da Câmara dos Deputados e um sindicato também.

O ministro Edson Fachin do STF autorizou o bloqueio de mais de R$ 29 milhões de 14 pessoas físicas e cinco pessoas jurídicas, provenientes de restituição irregular de contribuição sindical.

Segundo a PF, restituições de imposto sindical recolhidos indevidamente ou a maior, eram manipulados pela quadrilha  que conseguia o reconhecimento indevido do crédito, recebiam o dinheiro e distribuíam a propina entre os investigados que respondem por peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.

O presidente eleito Jair Bolsonaro estuda o fechamento do ministério do Trabalho que é constantemente utilizado para crimes como os cometidos como os recentemente desvendados, em fase anterior da operação, cometidos por Helton Yomura, ex-ministro do Trabalho, apontado por investigadores como “testa-de-ferro” no ministério da deputada Cristiane Brasil, a própria Cristiane e seu pai Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, pelos deputados federais Paulinho da Força, Jovair Arantes, Wilson Filho e Nelson Marquezelli todos já debunciados por seus crimes.

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