Ataques de rôbos de Lula invadem redes sociais

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido alvo de recorrentes campanhas na internet desde que foi preso, no início de abril. Recentemente, mensagens nas redes sociais apontam que o Tribunal Internacional de Justiça teria interferido em sua causa, pedindo sua libertação da cadeia.

De acordo com a mensagem, o “Tribunal de Haia”, como a Corte costuma ser chamada por conta de sua sede nos Países Baixos, teria reconhecido o ex-presidente como preso político

“Segundo relatos recebidos de entidades brasileiras e de direitos humanos internacionais da ONU [Organização das Nações Unidas], o ex-presidente é detido sem provas, e é julgado por um tribunal que é parte integrante do adversário adequado do acusado”, afirma o texto.

“A Corte Internacional de Justiça em Haia-Holanda notificará sua decisão no Brasil, exigindo a imediata libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, conclui a mensagem.

Ao final, em forma de assinatura, há uma referência ao jornal francês “Le Monde”.

FALSO: O tribunal não se pronunciou sobre o caso nem fez exigências ao Brasil.

Este caso é mais um para a lista de boatos depois do suposto apoio da cantora norte-americana Madonna e da pré-candidatura de Lulinha à Presidência.

Não foi encontrado nenhum indício de que o Tribunal Internacional de Justiça tenha debatido processos envolvendo Lula. Dos seus 17 casos pendentes ou sob avaliação não há, inclusive, nenhum que envolva o Brasil.

Estabelecida em 1945, é o principal órgão judicial da ONU. Apenas governos podem apresentar queixas, o que significam os 192 países-membros das Nações Unidas.

“A Corte não tem jurisdição para lidar com pedidos individuais, de ONGs, corporações ou qualquer outra entidade privada”, diz seu estatuto, que também aponta que não julgam crimes de guerra nem questões criminais.

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