Astronauta inicia segunda fase de teste de vermífugo contra coronavirus Enquanto astronauta voa com Annita, Remdesvir espera cinco anos por registro no Brasil

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O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou nesta terça-feira (19) que vai iniciar a segunda fase de testes clínicos do vermífugo nitazoxanida para o tratamento da Covid-19.

O vermífugo foi testado, no primeiro protocolo no mês passado, em 500 pacientes com sintomas avançados da doença como tosse, febre e dificuldades respiratórias, que estavam internados em 17 hospitais.

Os resultados da experiência não foram divulgados.

Agora, Pontes quer testar o vermífugo em pacientes com sintomas leves da peste chinesa.

“Esse medicamento não tem efeitos colaterais, pode ser usado combinado com outros remédios e, em testes em laboratório, com células isoladas, apresentou 94% de redução da carga viral. Esse medicamento começou a ser testado junto com outros dois mil. No passado, a nitazoxanida já foi usada para combater epidemias de outros vírus.”

O astronauta não deve enfrentar dificuldades para a aprovação do Annita, nome comercial do vermífugo, , caso seja aprovado nos testes para o covid-19, já que é comercializado no Brasil.

Outros medicamentos que poderiam estar em testes ou uso enfrentam a burocracia nacional para combater em a Pandemia. É o caso do remdesvir que é utilizado nos Estados Unidos e outros países como o Japão, para o tratamento de pacientes graves com Covid-19.

O pedido de registro do remdesvir está paralisado há cinco anos no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

O Ministério da Saúde pediu recentemente para que essa análise seja acelerada. Ainda sem a patente, o governo federal não consegue distribuir o remédio amplamente pelo país, ficando na dependência do laboratório americano Gilead, detentor da fórmula.

Desde 2018, o Inpi tem um canal denominado “trâmite prioritário” — para agilizar os procedimentos envolvendo, por exemplo, a análise de patentes. A última solicitação para que o processo fosse acelerado partiu ainda da gestão do então ministro Luiz Henrique Mandetta — e incluía, além do Remdesivir, outros três antivirais.

No ofício, encaminhado pelo então então secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Denizar Vianna Araújo, a pasta solicita “a avaliação excepcional daqueles pedidos de patentes que sejam considerados de total relevância para garantir a saúde pública neste momento de enfrentamento da pandemia estabelecida pelo coronavírus Covid-19”.

O Inpi respondeu que recebeu a documentação requisitada, mas não liberou nada por enquanto. Tomara que não leve mais cinco anos para apresentar resultado.

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