As queimadas na Amazônia são usadas como barganha em uma guerra comercial

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Muito se fala da Amazônia e o desmatamento, mas pouco se faz para salvar os plânctons nos Oceanos, estes é que abastecem o planeta de oxigênio, que fazem fotossíntese e retiram o carbono da atmosfera.

Sim, a Amazônia é muito importante, mas apenas para o micro clima da América do Sul. Esses países europeus não estão preocupados com as árvores da floresta amazônica, mas nos minérios extraídos de lá, na pesquisa botânica que é uma riqueza para a indústria farmacêutica e no marketing da palavra AMAZÔNIA.

São décadas de descaso com nossas florestas, tanto de governos de esquerda que pelos dados apresentados na grande mídia fica evidente um grande índice de desmatamento e governos neoliberais que pouco contribuíram para produzirem leis mais severas e endurecerem o jogo com as madeireiras. Todos hipócritas em seus discursos rasos e sem atitudes concretas.

O G-7 pautar a Amazônia como assunto de suma importância é uma leviandade digna do humor francês, a soberba de quem usa fonte de energia suja e poluente, mas quer barganhar em acordos internacionais, pois suas safras são subsidiadas pelo Estado e concorrer com os maiores produtores de grãos do mundo não será fácil. Os produtores franceses pressionam Macron para que efetivamente o acordo da União Europeia com o Mercosul não aconteça.

A soja brasileira, como a proteína animal e seus derivados vão varrer os concorrentes europeus e neste mercado ninguém quer perder. Como bem disse o Secretário de Comércio Americano – Wilbur Ross, estes acordos com os europeus podem conter pílulas de veneno. Hoje isso faz mais sentido.

A guerra comercial entre americanos e chineses provoca seus efeitos colaterais, que estão sendo sentidos com o baixo crescimento dos pais europeus em 2019. Os acordos podem ser bem-vindos, mas será caro esta entrada no mercado europeu, várias barganhas ainda estão por vir.

O grande problema climático do plane é o aquecimento dos Oceanos e não as queimadas na Amazônia. Os países industrializados são também, os grandes poluidores e responsáveis por esta catástrofe, que já é sentida nas grandes calotas polares, nas placas que se descolam das geleiras e na mudança de comportamento da vida marinha.

Então, essa atenção toda com a Amazônia é nada mais que desvio de interesse, um jogo tem como pano de fundo uma grande política de abertura de mercado e nada tem a ver com consciência ecológica.

O G-7 deveria pautar também a poluição dos Oceanos nas próximas reuniões.

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