A alimentação correta do bebê influencia no seu desenvolvimento Qual o resultado no uso prolongado da mamadeira? Saiba fazer a transição correta na alimentação de seu bebê.

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O artigo de hoje pretende ajudar os pais a entenderem sobre o uso da mamadeira e conta com a colaboração de duas nutricionistas, visto que a mamadeira é utilizada para alimentar o bebê. Vamos aprender um pouco mais sobre a introdução dos alimentos e retirada da mamadeira?

A mamadeira faz parte dos utensílios adquiridos por pais e mães quando estão comprando o enxoval da criança. Está presente na nossa cultura de tal forma, que muitos nem imaginam que se for necessária, o será somente até os seis meses. Os malefícios da mamadeira são inúmeros, dentre eles, posso citar a deficiência da estimulação da musculatura perioral e mastigatória, ou seja, não trabalha adequadamente os músculos que são importantes para a mastigação, deglutição e fala.

O uso prolongado da mamadeira pode afetar também a forma das arcadas, levando à mordida aberta ou mordida cruzada, assim como a chupeta, assunto do último artigo aqui na BSB Magazine.

Nessa edição, convidei duas nutricionistas para nos darem algumas orientações específicas sobre o uso da mamadeira, sobre a retirada desse hábito e dicas que ajudarão muito papais e mamães. Com a palavra, as nutricionistas Amanda Branquinho e Raquel Ferreira:

 A partir da experiência de ser mãe e o conhecimento como nutricionista, Amanda Branquinho nos informa sobre os benefícios da amamentação:

Sempre imaginei amamentar meu filho, mas o nascimento do Tiago não foi como eu imaginei, ele nasceu prematuro e foi direto para Utin, permanecendo lá por 11 dias. Nesse período eu aprendi a ordenhar o meu leite e ele recebia por uma sondinha.

Foi um longo período até ele aprender a sugar de forma correta o meu seio, mas com muito apoio conseguimos persistir na amamentação e ele foi amamentado exclusivamente até os seis meses e continuou mamando até completar dois anos. E o que ganhamos com tanto empenho na amamentação? Tiago cresceu e se desenvolveu de forma muito saudável e nunca precisou usar mamadeira. Com 6 meses começou a tomar água em copinho aberto e com 11 meses a usar copinho de canudo também. Atualmente com dois anos ele tem uma alimentação bem equilibrada e um enorme prazer em comer alimentos saudáveis.

Conforme a Nutricionista Raquel Ferreira, aos seis meses, o bebê já está pronto para iniciar a alimentação complementar e deve ser estimulado a receber alimentos com a colher, na consistência amassada ou raspada, nunca liquidificada. Os pequenos pedacinhos da textura das papinhas e das frutas vão estimular a mastigação e o desenvolvimento neuromotor da criança.

Este é um ótimo momento para trabalhar a retirada gradual da mamadeira do bebê. As mães que precisaram fazer o aleitamento misto, com leite materno e fórmula, podem gradativamente substituir os horários da fórmula pelas frutas nos lanches e papinhas principais (almoço e jantar), mantendo o leite materno nos intervalos e oferecendo líquidos no copo de transição ou copo aberto.

Já os bebês que não estão mais mamando no peito, o processo pode ser mais lento, porém é muito importante que a família seja encorajada a retirar a mamadeira do bebê. Primeiro, o bebê deve ser estimulado a beber água e, eventualmente, suco de fruta natural sem açúcar em um copo de transição ou no copo comum aberto, para que aprenda a ingerir líquidos sem o bico.

No começo, eles babam muito e é normal, mas aos poucos eles vão aprendendo a controlar a ingestão de líquidos com o copinho. Uma vez que o bebê esteja aceitando líquidos no copo, é a hora de incentivar o bebê a tomar a fórmula láctea também no copo e não oferecer a mamadeira depois.

Todo esse processo deve ser feito com muita paciência e muito carinho, pois o apego emocional à mamadeira às vezes esconde uma frustração da mãe de não ter conseguido amamentar e um vínculo muito forte do bebê ao objeto (mamadeira).

Nutricionalmente, o principal prejuízo do uso da mamadeira é o consumo excessivo de leite em substituição aos alimentos complementares. A longo prazo, isso prejudica a formação de hábitos alimentares saudáveis e a criança tende a não aceitar as frutas e as refeições principais, podendo ter como consequência uma baixa ingestão de nutrientes como ferro, vitaminas, fibras e ganho de peso inadequado.

E aí? Gostaram das dicas? Deixem seus comentários ou nos enviem e-mail com perguntas e sugestões para drapatricia@bsbmagazine.com.br

Nutricionista – Amanda Branquinho

Mestre em Nutrição Humana (UNB)

Especialista em Personal Diet (UFG)

Especialista em Obesidade e Emagrecimento (UGF)

CRN 3387

 

Nutricionista – Raquel Costa Ferreira

Pós graduação em nutrição clínica funcional

CRN 5106

 

 

 

 

 

 

 

 

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