Acusado de corrupção, novo líder de Bolsonaro ataca Lava Jato e Moro

0

O novo lider do governo do presidente Jair Bolsonaro, Ricardo Barros, atolado até o pescoço em denúncia de corrupção e um dos comandantes do Centrão em sua primeira fala como representante do governo atacou Sergio Moro e a Lava Jato.

Em entrevista para o UOL ele disse que “A Lava Jato está sendo combatida até pelo procurador-geral da República. O estilo Lava Jato de implementar as questões judiciais não tem amparo na legislação e nem na Constituição. Essas ilegalidades que foram cometidas pela Lava Jato serão passadas a limpo num determinado momento, sem prejuízo do resultado do combate à corrupção que foi estabelecido e é louvável (…).

Barros que responde a ação de 119 milhões e foi o relator da lei que agora pune juízes que investigam a corrupção, disse que a “Câmara é a representação da sociedade”.

E seguiu atacando Sérgio Moro. “Não é um juiz que vai dizer como tem que ser a lei no Brasil, é o Congresso que tem que dizer como vai ser a legislação. O juiz Moro tentou implementar sua visão. A força-tarefa também está sendo questionada pelo procurador-geral e está se esquivando como pode de dar transparência ao que fez. Eu penso que o Congresso avançou, aprovou medidas novas de combate à corrupção. Não vejo que nós tivéssemos que nos curvar à visão de alguém ou de um grupo de pessoas que queiram impor à sociedade um sistema de justiceiros e não de Justiça.”

A Lei contra abuso de autoridade entrou em vigor em janeiro de 2019 e foi Sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em setembro.

Barros responde a uma ação em Brasília por improbidade administrativa em que o Ministério Público Federal cobra dele e de outros réus R$ 119,9 milhões.

Segundo as investigações, quando Barros era ministro da Saúde de Temer, entre 2016 e 2018, favoreceu em licitação, a empresa Global Saúde, que não tinha capacidade de fornecimento nem autorização da Anvisa.

O favorecimento atrasou o fornecimento de medicamentos caros e importados para pacientes com doenças raras que conseguiram na Justiça o direito de obtê-los no SUS.

Segundo o MPF, a demora levou 14 pessoas à morte na época.

Comentários