Ações trabalhistas por coronavirus ultrapassam R$ 570 milhões Empresas da indústria de transformação, instituições financeiras e da Administração Pública são as mais afetadas

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O impacto da crise econômica causada pelo coronavírus já foi sentido pela Justiça do Trabalho. Segundo o site Conjur, especializado em causas jurídicas, o número de processos discutindo reflexos da epidemia, que levou a demissões e afastamentos, chegou a 9 mil.

O valor total das causas ultrapassa R$ 570 milhões e reflete mais um indicador importante sobre impacto da crise no emprego.

Os números foram levantados a partir da análise de todas as ações trabalhistas distribuídas desde o início do ano, feita pelo Termômetro Covid-19 na Justiça do Trabalho, plataforma que permite a visualização, em tempo real, dos dados dos processos cujas petições iniciais citam “Covid-19”, “coronavírus” ou “pandemia”.

São Paulo concentra 2,1 mil ações e, apesar de ser o estado com mais processos relacionados ao tema, não é das ações mais caras. O primeiro lugar no ranking de valor total das ações fica com Minas Gerais, onde a soma dos valores atribuídos aos processos chegou a R$ 83 milhões.

Já os setores com mais processos são a indústria de transformação, instituições financeiras, seguidas pela Administração Pública, pelo comércio varejista, de veículos e transporte.

Os processos mais caros, em média, são contra concessionárias de rodovias e portos (R$ 38 milhões). O valor se deve a ações coletivas. Levando em conta apenas ações individuais, os processos mais caros, em média, são contra a indústria de transformação.

A maior parte dos processos tem Covid-19 como assunto (classificação criada recentemente pelo CNJ), sendo seguidos por ações sobre aviso prévio e multa de 40% do FGTS, que são temas inerentes a casos sobre demissões

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