A elegância e o prazer de um verdadeiro puro

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The Claridge’s em Londres Foto divulgação

Fumar um puro é sinal de bom gosto e elegância. Frase soa como um marketing, mas apreciar um bom charuto tem seu charme. Quando penso num jantar imagino tudo orquestrado, mesa composta, ambiente agradável, convidados felizes, bebidas diversas. Um sonho. Uma prazer e no gran finale tem sempre um ou outro que está com seu charuto em mãos. Eu logo fico de olho…
A combinação do charuto com a bebida é bem variada, vai da harmonização com um vinho, conhaque e uísque. Mas tem aquele que não bebe também. Mas fuma! Ainda bem. Por mais que entenda todas as opiniões, ainda não consegui aceitar essa máxima daquele que assimila a trinca: não beber, não fumar e não transar ….. mas… Respeitamos.

O luxo do consumo do charuto é associado a realeza, no século 17 os charutos eram produzidos em Sevilha, na Espanha, com as folhas vindas de Cuba. Até que o Rei Ferdinando VII permitiu que Cuba fabricasse charutos. Em 1840 o país era o maior produtor do mundo.

Ontem o Fantástico, na TV Globo, denunciou uma quadrilha que falsificava charutos no Rio de Janeiro. E isso me chamou atenção em escrever hoje sobre a importância do charuto na boa mesa.
Foi desmontada uma quadrilha que incluía até fezes de animais e vendiam em lugares luxuosos.
A falsificação de charutos existe até em Cuba. Mas no Brasil a quadrilha exagerou na dose. Para manter o fumo falsificado sem odor os falsificadores usavam inseticida. Um grande risco à saúde. Ser enganado apreciando um grande prazer é desagradável.

Eugenio Cue Foto: Lucas Marasta

Cuba e a República Dominicana são os maiores exportadores de charutos no mundo. São variados cada marca tem seu fabricante e suas qualificações e elevações como: Cohiba, Romeo y Julieta, Arturo Fuente, Monte Cristo, Stradivarius. Uma caixa com 40 unidades de Cohiba Behike custa em média 18 mil dólares.

The Claridge’s em Londres
Foto divulgação

Para compor esse fumacê luxuoso enumerei os lugares mais incríveis do mundo para você apreciar seu puro. Na Europa, as opções vão do sofisticado The Fumoir, do hotel The Claridge’s, em Londres, até o despretensioso Le Fumoir, de Paris. No Brasil, lugares como Esch Café no Rio de Janeiro, em São Paulo Espaço Quai D’Orsay e o Caruso Lounge. E para quem mora em Brasília deve conhecer o Balcony, um bar de jazz de alto nível que um dos sócios o Luiz Carlos Paixão, construiu na área externa o “La Floridita”, ponto de encontro dos apreciadores de charutos.

Balcony Foto: Davi Mendes

O sommelier cubano Eugenio Cue, é uma boa referência sobre identificar um verdadeiro charuto. “Charutos cubanos retos são acabados com cabeças montadas, também conhecidas como três tampas de costura. Cabeças arredondadas pode ser falso”, comenta.

Que o desenrolar desse prazer tão sugestivo seja mais inspecionado pela polícia e que pessoas de bem não sejam enganadas. Vamos fumar um puro?

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