Coluna Check in acompanha circuito mundial do surf

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Por: Alessandra Sampaio – Jornalista

Sabe aquela coisa de você está no lugar certo e na hora certa?

Quando isso acontece, a única coisa a fazer é desfrutar, foi o que fiz.

E assim embarquei em uma surf trip!

Acompanhei o sufista Facundo Arreyes, um argentino radicado em Búzios, em uma das etapas classificatórias do WSL (World surf league) em A Coruña, Espanha.

Esse ano as etapas do campeonato acontece em todos continentes, exceto na Ásia.

O WSL é a divisão de acesso ao maior campeonato de surf, o WCT,aquele que tem nomes de peso, a exemplo de Kelly Slater, Gabriel Medina, Owen Right, dentre outros.

Ao chegar ä A Corunha, o que primeiro chamou a minha atenção foi o idioma, que é o espanhol, cuja língua é de fácil compreensão, por se assemelhar ao português. É como se o latim fosse o avô da nossa fala e o galego o pai, por isso não é “La Coruña” como poderia se esperar da língua espanhola, e sim A Coruña, o artigo é como conhecemos aqui.

idioma, culinária, cultura tudo aqui é encantador e espetacular.

A região da Galícia, na Espanha, cuja capital é a famosa Santiago de Compostela, possui  as províncias de A Coruña, Ourense, Lugo e Pontevedra, além de algumas outras menores que pude visualizar no caminho para o campeonato.

O prato tradicional da cidade é o jámon, um presunto curado de sabor bem marcante. Há dois tipos de jámon, o ibérico e o serrano, o que os distingue é o tipo de porco do qual são feitos, o ibérico é feito de porco pata negra e o jámon serrano é do porco branco, desse que conhecemos no Brasil.

Eu tenho grandes inclinações vegetariana/vegana, porém me permiti experimentar essa iguaria, comum na maioria dos bares e restaurantes da região da Galícia, é uma delícia e tem sabor bem marcante!

Ver a perna de um animal morto pendurada como decoração nesses lugares não é muito agradável aos olhos, no entanto viajar é isso, dá uma folga a sua personalidade e se permitir experimentar o novo, o desconhecido, é simplesmente perder-se.

Passei por ruas antigas e bem conservadas, ruas estreitas e de pedra, observei bem a arquitetura espanhola, e fui ansiosa para praia, ver nosso atleta cair na água.

O surf parece está no DNA da família Arreyes.  São quatro irmãos, todos surfam, sendo que dois deles competem.

Nessa aventura aprendi que em mar com poucas ondas o surfista que tem a sorte de pegar uma onda leva grande vantagem em relação aos outros.

Dessa vez não deu para o nosso atleta, entretanto, ainda mais focado, ele seguiu para as outras etapas e avançou bastante na pontuação do campeonato.

Prestem bastante atenção nesse nome: Facundo Arreyes, pois vocês ainda ouvirão falar muito sobre ele.

Seguirei para etapa do Marrocos e logo logo contarei como foi a experiência do Ishaq Allah.

Good vibes para o promissor Facundo Arreyes!

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