Até quando seremos complacentes com o bom ladrão

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Vejo a idolatria de algumas pessoas por Lula, algo muito parecido com o que acontecia com os traficantes, nos morros do Rio de Janeiro. Isso foi nos idos da década de 90. Havia o Fernandinho Beiramar, Marcinho VP, Leonardo Pareja e outros.

Tínhamos  a gangue dos anões do orçamento, os sanguessugas, os mensaleiros, sendo que alguns escreveram até livro sobre suas histórias, pois eram bons vagabundos, existia um”frison” com os bandidos famosos, quase um glamour pela bandidagem.

O bom bandido que ajuda os amigos, aquele mala bom sujeito, os que compram remédio para a velhinha, beija a criancinha e distribui dinheiro, quanto proteção. Esse tipo de personagem apareceu em algumas gerações e até nos cinemas.

O “Hobim hood” era um fora da lei, mas ajudava os pobres. haviam até duplas como Boni e clyde, Pablo Escobar virou série, E assim, os brasileiros criaram certa permissividade em relação ao comportamento de certos líderes e bandidos. Existe um fascínio com os não adaptáveis as condições sociais. As atiteses que geram paixões, como do intelectual que ama o ignorante, o luxo que vem do lixo, o incendiário que deseja virar Bombeiro.

Certos ladrões têm carisma e a capacidade de ludibriar nossos conceitos do que é correto. Nossa lógica subvertida pelo emocional. Nossas convicções colocando em prova o afeto.
Enfim, acredito que chegou a hora de refletir, de pensar em que tipo de líderes queremos. Será que somos tão incompetente em escolher e identificar pessoas qualificadas e minimamente íntegras para nos representar?

O erro pode não ser deles, mas sim nosso. Sei que o momento é esse. Nossas percepções podem fazer toda a diferença em nosso futuro. Chega de flexibilizar o que é correto. Não é lúcido acreditar em esperança cega e irresponsável! O medo pode ser um instinto positivo, quanto avaliador de nossa segurança em relação ao futuro.
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